O amor costura botões,
Passa minhas camisas
E lava minhas calças.
O amor corta meus cabelos,
Me enche de perfume
E faz minha barba.
O amor é prêmio de consolação,
Coração que parece completo.
Complica as coisas
e inventa sentidos.
Prefiro a solidão.
Menos trabalho,
Sem flores em vasos,
Completo em vazio.
Eu consegui um dinheiro. Mulher, família e emprego, eu deixei pra trás. Agora eu trabalho pelo meu fim e fins. Os meios eu completo por aqui.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Acordei no Hospital Público
Só quem tomou glicose sabe.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ressacas e Securas
O álcool anda fazendo efeito.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Julie passou aqui em casa
Ela disse que a casa cheirava a mulher.
Acusou-me de ser promíscuo -
Como se ela não fosse.
Eu tentei agarrá-la.
Trocamos um beijo,
Mas era tarde demais:
Ela se apaixonou por mim.
Ela se decepcionou comigo.
Julie saiu chorando,
Bateu a porta e
Ponto
Final.
Acusou-me de ser promíscuo -
Como se ela não fosse.
Eu tentei agarrá-la.
Trocamos um beijo,
Mas era tarde demais:
Ela se apaixonou por mim.
Ela se decepcionou comigo.
Julie saiu chorando,
Bateu a porta e
Ponto
Final.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Um Nome de Santa
Ela é carente.
Carente pra caralho, por sinal.
Casamento de merda, infeliz com a profissão... por aí vai.
Umas garrafas de vinho potencializaram
O que o corpo magro
E o cabelo volumoso
Tentam esconder.
Bastou estar dentro,
Preencher o vazio.
Carne, suor, pele e gozo.
A santa é oca por opção
E não quer estar completa.
Ela só quer viver alguns milagres.
“Vós, que na terra fostes o amparo dos pobres,
Pede ajuda ao desvalido
E socorro ao endiabrado.
Desfrutais do eterno prêmio
da caridade que te faço.”
Santa Edwiges, gozai por nós.
Carente pra caralho, por sinal.
Casamento de merda, infeliz com a profissão... por aí vai.
Umas garrafas de vinho potencializaram
O que o corpo magro
E o cabelo volumoso
Tentam esconder.
Bastou estar dentro,
Preencher o vazio.
Carne, suor, pele e gozo.
A santa é oca por opção
E não quer estar completa.
Ela só quer viver alguns milagres.
“Vós, que na terra fostes o amparo dos pobres,
Pede ajuda ao desvalido
E socorro ao endiabrado.
Desfrutais do eterno prêmio
da caridade que te faço.”
Santa Edwiges, gozai por nós.
sábado, 3 de setembro de 2011
Lisa é Mulher
Como combinado, Lisa bateu a minha porta. São sete da noite e eu estou de porre. Lisa se assusta com minha barba, minha cueca suja e a camisa apertada e curta.
Ofereci um copo de vinho barato e doce. Ela vira a bebida num gole. Dentro dela há uma resignação, eu sinto. Foda-se. Eu tranco a porta e jogo a chave debaixo da estante. Lisa está avisada que sua saída é condicionada a muita violência. Assustada, ela pega a garrafa e bebe no gargalo. Goles e mais goles. Eu escolhi bem o vinho.
As gotas caem e mancham sua camisa branca. Um top de alcinhas, comportado, mas perverso.
Eu tiro a minha cueca.
- Tira sua roupa também. – eu digo – vamos tomar um banho. Ficar cheirosos pra uma noite que você nunca vai esquecer.
Lisa dá mais um longo gole. Engasga, mas consegue engolir tudo. Eu elogio.
- Isso, minha putinha... Sua vida começa hoje, nas minhas mãos.
Tomamos banho juntos. Pegamos a garrafa de vinho e vamos para o quarto. Ela termina e eu pego outra. Estamos nus, esfregando nossos corpos. Lisa é macia como uma pena, leve como um floco de neve, branca como folha de papel.
Terminamos a quarta garrafa. Os lábios de Lisa estão vermelhos. Parece batom. Eu ponho a mão. O sexo está molhado. Acaricio. Enfio um pedaço do dedo. Ela fecha os olhos e respira fundo. Eu acho seu ponto G. Inchado. Nítido para a ponta dos dedos. Os gemidos surgem comportados.
- Agora, você é minha.
Seguro o cabelo de Lisa pela raiz, enfio minha língua garganta a dentro e o dentro tenta arrombá-la. Eu abafo seu grito com minha boca. As pernas dela se abrem enquanto vou alargando-a com dois dedos.
Lisa me segura pelo rosto. Ela tenta pedir piedade com seus olhares de prazer e medo. É tarde. A ponta da cabeça do meu pau encosta seu sexo molhado. Vagarosamente vou entrando. Ela vai reagindo a cada centímetro meu. Vou até o fim.
Sou perfeito. Não violento seu corpo. Só sexo. Simples. Sem parar.
Lisa não goza, mas eu sim. A cama tem uma pequena mancha de sangue e porra. Ela dorme em cima da sujeira. Daqui eu vejo o esperma escorrer por entre suas pernas. Eu sei que fiz dela minha puta. Agora, eu gozo quando quiser.
Isso vai ser o mais próximo de amor que ela terá de mim.
Domingo eu vou acordar me sentindo novo.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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