Passei com uma coroa triste.
Os filhos viajaram e o marido tem outra.
Fiz lentilha, chester e arroz.
Bebemos algumas garrafas de vinho
E a comida está fria sobre a mesa.
Ela é tão sozinha quanto eu,
A diferença é que uma foi abandonada.
O outro tomou uma decisão.
Transamos como ela queria.
Gozamos quando ela queria.
Paramos para ela dormir.
Ganhei meias.
Eu poderia ter filhos, mulher, emprego,
Vida...
Optei ser escritor
Criticado.
Optei viver da alma
Deixando-a solta.
Feliz Natal é o caralho!
Ela ronca.
Eu consegui um dinheiro. Mulher, família e emprego, eu deixei pra trás. Agora eu trabalho pelo meu fim e fins. Os meios eu completo por aqui.
Mostrando postagens com marcador Sobre Renato Neige. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre Renato Neige. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Lágrima
Ela tinha aquele olhar triste
De amor perdido
E choro escondido.
Maquiagem borrada e batom vermelho,
Tristeza alimenta,
Excita-me.
Um pouco de caridade,
Muito egoísmo
E um toque de perversão.
Tudo combina.
Os quilos que ela ganhou
As olheiras
A pele branca
O cabelo seco
A vontade de dar.
Frágil, delicada, prestes a quebrar:
Meu tipo de mulher.
De amor perdido
E choro escondido.
Maquiagem borrada e batom vermelho,
Tristeza alimenta,
Excita-me.
Um pouco de caridade,
Muito egoísmo
E um toque de perversão.
Tudo combina.
Os quilos que ela ganhou
As olheiras
A pele branca
O cabelo seco
A vontade de dar.
Frágil, delicada, prestes a quebrar:
Meu tipo de mulher.
sábado, 22 de outubro de 2011
Unhas e Dona Graça
Sempre que preciso cortar as unhas,
Eu vou a casa da Dona Graça,
Uma mulher de cinqüenta e poucos anos,
Seios moles, varizes e raízes brancas.
É mais fácil comer essa mocréia
E ter minhas unhas cortadas,
Que enfrentar a barriga de cerveja.
E tem mais,
Dona Graça sempre me dá uma panela de feijão.
Economizo uma semana de comida
E gasto mais com cerveja.
Eu vou a casa da Dona Graça,
Uma mulher de cinqüenta e poucos anos,
Seios moles, varizes e raízes brancas.
É mais fácil comer essa mocréia
E ter minhas unhas cortadas,
Que enfrentar a barriga de cerveja.
E tem mais,
Dona Graça sempre me dá uma panela de feijão.
Economizo uma semana de comida
E gasto mais com cerveja.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Filantropia
Doei sangue.
Um conhecido precisa.
Uma daquelas doenças que matam
ou destroem a pessoa.
Não fiz isso a pedido dele.
Fiz porque a futura viúva pediu.
Ótima amante,
Como toda carente.
Um conhecido precisa.
Uma daquelas doenças que matam
ou destroem a pessoa.
Não fiz isso a pedido dele.
Fiz porque a futura viúva pediu.
Ótima amante,
Como toda carente.
domingo, 16 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Carta para Luiza
Nunca fui tão feliz
E meus dedos tão amarelos.
Nunca fui tão compreensivo,
Tão paciente
E tive tantas dores de cabeça.
Não há problemas!
Agora,
Só sorrio
Quando sou sincero.
Não há obrigações.
Aparências, promessas,
Não me preocupo com essas coisas.
Desejo é como sede:
Ou mato,
Ou morro.
Se ainda queres saber,
Continuo botafoguense,
Talvez único amor que me sobra.
O resto é resto.
E meus dedos tão amarelos.
Nunca fui tão compreensivo,
Tão paciente
E tive tantas dores de cabeça.
Não há problemas!
Agora,
Só sorrio
Quando sou sincero.
Não há obrigações.
Aparências, promessas,
Não me preocupo com essas coisas.
Desejo é como sede:
Ou mato,
Ou morro.
Se ainda queres saber,
Continuo botafoguense,
Talvez único amor que me sobra.
O resto é resto.
sábado, 1 de outubro de 2011
Silêncio
Solteiras, casadas e viúvas,
Todas preferem o silêncio.
Não faço mistério,
Só me calo em respeito.
São todas carentes,
Necessitadas de atenção.
Nada de carinhos em cabelos,
Beijos ou espelhos.
Só silêncio.
Quando muito,
Abro a boca para ser sincero,
Ou fazer um elogio alheio,
quicá, falso.
O melhor de tudo:
Funciona.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Deus
Semana passada, tentei a morte.
Pulsos - clássicos - e uma boa dose de bebida.
Rezei para que nada desse errado.
Essa é a prova irrefutável que
Ou deus está morto,
Ou é um
Filho
Da
Puta.
Pulsos - clássicos - e uma boa dose de bebida.
Rezei para que nada desse errado.
Essa é a prova irrefutável que
Ou deus está morto,
Ou é um
Filho
Da
Puta.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Amor
O amor costura botões,
Passa minhas camisas
E lava minhas calças.
O amor corta meus cabelos,
Me enche de perfume
E faz minha barba.
O amor é prêmio de consolação,
Coração que parece completo.
Complica as coisas
e inventa sentidos.
Prefiro a solidão.
Menos trabalho,
Sem flores em vasos,
Completo em vazio.
Passa minhas camisas
E lava minhas calças.
O amor corta meus cabelos,
Me enche de perfume
E faz minha barba.
O amor é prêmio de consolação,
Coração que parece completo.
Complica as coisas
e inventa sentidos.
Prefiro a solidão.
Menos trabalho,
Sem flores em vasos,
Completo em vazio.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ressacas e Securas
O álcool anda fazendo efeito.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
domingo, 28 de agosto de 2011
Escritor
O sol incomoda minhas pálpebras e me faz suar. Não quero saber como acordei no Buraco do Lume, uma praça habitada por mendigos no Centro do Rio de Janeiro. Ainda estou usando uma camisinha, mas nenhum sinal de gozo.
Minha roupa fede a álcool. A sede é grande.
Caralho, como vim parar aqui?
Eu caminho em direção ao metrô da Carioca. Paro numa barraquinha de misto-quente. Peço uma promoção de um sanduíche e um refresco por R$ 1,50.
De longe, uma colega da faculdade de Direito me chama. Assim que ela se aproxima, vejo a cara de nojo com o cheiro que eu exalo. Ela não me dá dois beijos como de praxe, pergunta como estou e eu sou sincero:
- De ressaca e puto.
- Aconteceu alguma coisa? Quer ajuda? Dinheiro? – ela se demonstra falsamente como amiga
- Dinheiro tenho de sobra.
Ela me olha de como quem diz “Nem a caralho que tu tem”. Eu não me incomodo. Foda-se. É dessas patricinhas. Clichês demais para descrever.
- O que você anda fazendo da vida? – ela me pergunta sem interesse
- Sou escritor.
Ela se despede e vai embora. Sim. É melhor ser um mendigo metido a milionário que um escritor.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sem fôlego
Eu já tentei me matar. Asfixiado. Mas o corpo tem movimentos involuntários que me obrigam a lutar pela vida. Tentei duas vezes. Em vão. Pior que morrer, é continuar vivo. Mas enquanto me esforço vagarosamente, meu corpo não luta contra. Ao menos isso.
Há dias que não fico sóbrio. Meus dedos ficaram amarelos dos cigarros. 2 maços por dia. Nada de filtro branco. Marca forte.
Já ouvi comentários de que estou roncando, que a barriga cresceu e tantos outros. Não posso culpá-los. Mantenho meu suicídio em segredo.
O grande problema da morte é a justificativa. Como me fazer entendido?
Outro dia mesmo eu comentei que estava satisfeito com a minha vida. O babaca do meu amigo não gostou do que eu disse:
- Você deveria querer mais pra você. Quem consegue viver assim pra sempre?
- Quem consegue viver pra sempre? – eu respondi
- Não pensa em lutar por uma vida melhor?
- Não.
Depois da minha resposta, ouço um sermão de alguém que é um derrotado, mas que se considera feliz.
Não quero ser um vencedor e não me acho um derrotado. A vida em si que é sem propósito. Vazia de razões.
Vocês que são pretensiosos que me digam:
Há alguma razão não-hedonista para permanecer vivo?
Aceito sugestões.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Não Gozo 1
Desde que comi a Julie que eu não gozo. Para falar a verdade, eu gozei sim, mas foi me masturbando. É exatamente com a punheta que o prazer vem numa velocidade que sexo nenhum me deu.
No sexo, quanto mais eu transo, mas eu me vejo distante da possibilidade de gozar. Como se eu bebesse água e a cada gole ficasse com mais sede. É um ciclo vicioso. A vontade aumenta, eu passo a trepar mais forte e a vontade aumenta.
Merda!
Isso não me impede de ter poluções noturnas. Acordo cagado de gozo e sem um orgasmo.
A vantagem da punheta é que eu trabalho apenas meu imaginário. Enquanto vou e volto com a mão, a velocidade aumenta conforme minha cabeça acelera. São bundas, seios, peles, xoxotas e bocas. Tudo junto. Não há roteiro, nem alguém específico. Eu beijo uma, agarro o peito de outra, chupo o mamilo de uma loira, como a bunda de uma negra e por ai vai.
Muitas vezes, eu nem sei quem são as mulheres. Talvez algumas transeunte com que cruzei quando fui comprar cigarro. Quiçá mesmo uma vizinha que eu nunca tenha notado.
Já me ocorrei de me excitar com mulheres feias.
Eu gosto delas. Mulheres feias são gostosas. Gordas, magras, feias, sem bunda, sem peitos... Não importa. Um cabelo bem cuidado, um olhar sedutor e uma boca chamativa bastam para salvar qualquer fêmea da castidade.
Defeitos são como ossos e gorduras num churrasco. Só quem sabe fazer conhece a importância dessas partes. Quem só come, prefere a coisa magra, como se fosse independente.
O osso dá sabor. A gordura deixa macia.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Lembro de quando aprendi a lamber um grelo.
Catarina era uma menina de outro país. Carnes fartas, coxas grossas e peitos macios. Foi nossa primeira noite de sexo. Ela já era bem rodada, com 32 de idade. Eu, nem tanto, tinha já, ou apenas, 23 anos.
Ela perguntou se eu gostava de chupar uma xoxota. Eu disse que não. Catarina percebeu que eu não tinha habilidade só pela minha resposta.
Num motel, Catarina abril as pernas na beirada da cama.
- Pega essa sua língua afiada e vai passando devagarzinho, de baixo para cima.
Quando eu alcancei o ponto certo, Catarina, sem palavras, me avisou que eu tinha achado o seu clitóris.
- Agora, vagarosamente, dê voltas. – eu obedeci – Isso... Isso aí!
Lembro dela se derretendo na minha boca. De um sabor estranho, mas delicioso, escorregava da ponta da minha língua até meus lábios. Eu estava com a barba molhada como se tivesse saído do banho.
Ela permaneceu calada, soltando gemidos, balançando as pernas, com uma respiração que pesava toneladas. Podia ver uns espasmos na sua barriga.
Eu ia devagar, como mel gelado escorregando de uma colher. Porém, o gosto era levemente salgado, uma delicadeza.
Em pouco tempo Catarina gozou. Sem grandes escândalos. O seu corpo expressava mais que sua garganta. Faltava-lhe voz. Sobravam terminações nervosas. Cabelo, lençol... ela queria apertar tudo.
- Por favor, chega!
Catarina estava sensível como nunca. Ela se encolheu sozinha na cama, debaixo do lençol, em posição de feto, cansada como se voltasse de uma maratona.
- Não era a sua primeira vez, mentiroso – ela reclamou
Mas era.
Ela perguntou se eu gostava de chupar uma xoxota. Eu disse que não. Catarina percebeu que eu não tinha habilidade só pela minha resposta.
Num motel, Catarina abril as pernas na beirada da cama.
- Pega essa sua língua afiada e vai passando devagarzinho, de baixo para cima.
Quando eu alcancei o ponto certo, Catarina, sem palavras, me avisou que eu tinha achado o seu clitóris.
- Agora, vagarosamente, dê voltas. – eu obedeci – Isso... Isso aí!
Lembro dela se derretendo na minha boca. De um sabor estranho, mas delicioso, escorregava da ponta da minha língua até meus lábios. Eu estava com a barba molhada como se tivesse saído do banho.
Ela permaneceu calada, soltando gemidos, balançando as pernas, com uma respiração que pesava toneladas. Podia ver uns espasmos na sua barriga.
Eu ia devagar, como mel gelado escorregando de uma colher. Porém, o gosto era levemente salgado, uma delicadeza.
Em pouco tempo Catarina gozou. Sem grandes escândalos. O seu corpo expressava mais que sua garganta. Faltava-lhe voz. Sobravam terminações nervosas. Cabelo, lençol... ela queria apertar tudo.
- Por favor, chega!
Catarina estava sensível como nunca. Ela se encolheu sozinha na cama, debaixo do lençol, em posição de feto, cansada como se voltasse de uma maratona.
- Não era a sua primeira vez, mentiroso – ela reclamou
Mas era.
domingo, 21 de agosto de 2011
Meu Pau
É difícil me fazer gozar. Muito difícil. Por horas ele permanece rígido e insaciável. Em certos dias, de tão duro, sinto dores. A pressão sobe e se mantém no topo. Meu orgasmo nunca chega e isso só atiça mais. O anuncio de um gozo que não vem.
As mulheres chegam a gozar duas ou três vezes antes de mim. Algumas cansam, antes mesmo que eu termine. Elas ficam muito sensíveis ou machucadas. Cada trepada minha aumenta a necessidade de ser mais violento.
Já tentei mulheres e homens. Num determinado momento, achei que eu fosse viado. Não. Um desastre. Tentei um travesti, mas também não obtive êxito, apesar de interessante.
O sexo se tornou uma espécie de tortura. Eu preciso trepar sempre. Cada dia que passa, a vontade é maior, e, quanto maior a vontade, mais dificuldade eu tenho em gozar. Meu pau permanece duro e insensível. Entrando e saindo. Seco e molhado.
Todo dia seguinte a uma noite de sexo eu sofro do mesmo dilema. Sinto como se meu pau tivesse sido violentado. Vermelho, inchado e dolorido. Para piorar, na maioria das vezes, eu nem gozei.
Esse meu pau virou um fardo. Já tentei asfixia, fio-terra, gel, manteiga quente, violências e tudo mais. Ele permanece imbatível, mais forte que minha resistência, que meu pulmão de fumante e meu coração defeituoso.
Há quem se ofenda, que ache que eu me seguro.
Não.
Se eu pudesse, eu gozava sem dar prazer para as mulheres. Seria como um garoto novo, que com três metidas esporrasse a xoxota toda.
sábado, 20 de agosto de 2011
Até onde eu sou ficção?
Recentemente uma juíza foi assassinada por um grupo de milicianos.
O debate que a grande mídia tentou empurrar foi de uma mulher com uma suposta vida amorosa tempestuosa.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tenta se esquivar, alegando não ter participação no assassinato.
Um desembargador, Siro Darlan, brincou com a possibilidade de suicídio (foi uma poesia, não afirmação).
Vocês querem saber a verdade?
Durante anos eu trabalhei dentro do TJRJ. Como advogado, eu corria os corredores do Fórum e ouvia serventuários, o pessoal da Xerox, outros advogados e demais aplicadores do Direito afirmarem verdades sobre a administração do Poder Judiciário do Rio de Janeiro.
Há anos que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se dá benefícios por decretos. Auxílio Moradia de trinta mil reais; vale Refeição de mais de dois mil reais; parte do plano de saúde dos magistrados é pago com dinheiro público; e muito mais.
Um cargo que deveria ser um ofício de peso, tornou-se numa gaiola de vaidades. Ser magistrado no Rio de Janeiro é estar encostado num cargo com inúmeras regalias. Ser magistrado, hoje em dia, é ganhar um prêmio na loteria.
Ainda assim, o TJRJ luta para proibir a Gratuidade de Justiça, afinal de contas, Justiça de graça não paga os dois meses de férias.
Essa é Justiça do Brasil. Professores e Bombeiros entram em greve em busca de melhores salários, enquanto um magistrado ganha uma fortuna para se alimentar.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Apresentação do Personagem
Isso me aconteceu há três meses atrás.
Eu, atuando como advogado em causa própria, consegui uma boa grana processando o Estado. Esse processo durava anos, foi um acidente, mas o Estado, por força da Lei, não tem como se defender de certas acusações.
Aproveitei e ganhei uma grana preta. Mamei nas tetas do Governo como muitos fazem.
Abandonei a namorada, com quem eu morava há quatro anos, o trabalho de advogado, troquei de endereço, contato e deixei a família para trás. Quero uma nova vida, a qualquer custo. A antiga estava um tédio.
Meu nome verdadeiro não é Renato Neige. Tenho 36 anos, passei a vida entre mediocridades e lugares comuns. Vivi poucas loucuras e experiências.
Eu não pretendo chegar aos 40. Por isso que vou narrar meus excessos e dar minhas opiniões.
Quem sabe eu viro um livro?
Assinar:
Postagens (Atom)