Semana passada, tentei a morte.
Pulsos - clássicos - e uma boa dose de bebida.
Rezei para que nada desse errado.
Essa é a prova irrefutável que
Ou deus está morto,
Ou é um
Filho
Da
Puta.
Eu consegui um dinheiro. Mulher, família e emprego, eu deixei pra trás. Agora eu trabalho pelo meu fim e fins. Os meios eu completo por aqui.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Acordei no Hospital Público
Só quem tomou glicose sabe.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ressacas e Securas
O álcool anda fazendo efeito.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
sábado, 3 de setembro de 2011
Lisa é Mulher
Como combinado, Lisa bateu a minha porta. São sete da noite e eu estou de porre. Lisa se assusta com minha barba, minha cueca suja e a camisa apertada e curta.
Ofereci um copo de vinho barato e doce. Ela vira a bebida num gole. Dentro dela há uma resignação, eu sinto. Foda-se. Eu tranco a porta e jogo a chave debaixo da estante. Lisa está avisada que sua saída é condicionada a muita violência. Assustada, ela pega a garrafa e bebe no gargalo. Goles e mais goles. Eu escolhi bem o vinho.
As gotas caem e mancham sua camisa branca. Um top de alcinhas, comportado, mas perverso.
Eu tiro a minha cueca.
- Tira sua roupa também. – eu digo – vamos tomar um banho. Ficar cheirosos pra uma noite que você nunca vai esquecer.
Lisa dá mais um longo gole. Engasga, mas consegue engolir tudo. Eu elogio.
- Isso, minha putinha... Sua vida começa hoje, nas minhas mãos.
Tomamos banho juntos. Pegamos a garrafa de vinho e vamos para o quarto. Ela termina e eu pego outra. Estamos nus, esfregando nossos corpos. Lisa é macia como uma pena, leve como um floco de neve, branca como folha de papel.
Terminamos a quarta garrafa. Os lábios de Lisa estão vermelhos. Parece batom. Eu ponho a mão. O sexo está molhado. Acaricio. Enfio um pedaço do dedo. Ela fecha os olhos e respira fundo. Eu acho seu ponto G. Inchado. Nítido para a ponta dos dedos. Os gemidos surgem comportados.
- Agora, você é minha.
Seguro o cabelo de Lisa pela raiz, enfio minha língua garganta a dentro e o dentro tenta arrombá-la. Eu abafo seu grito com minha boca. As pernas dela se abrem enquanto vou alargando-a com dois dedos.
Lisa me segura pelo rosto. Ela tenta pedir piedade com seus olhares de prazer e medo. É tarde. A ponta da cabeça do meu pau encosta seu sexo molhado. Vagarosamente vou entrando. Ela vai reagindo a cada centímetro meu. Vou até o fim.
Sou perfeito. Não violento seu corpo. Só sexo. Simples. Sem parar.
Lisa não goza, mas eu sim. A cama tem uma pequena mancha de sangue e porra. Ela dorme em cima da sujeira. Daqui eu vejo o esperma escorrer por entre suas pernas. Eu sei que fiz dela minha puta. Agora, eu gozo quando quiser.
Isso vai ser o mais próximo de amor que ela terá de mim.
Domingo eu vou acordar me sentindo novo.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu prometi que só seria gentil no início
Lisa retornou para a minha casa. Disse que passou os dias se masturbando pensando em mim. Queria mais. Não só repetir. Queria mais.
Ela saiu do colégio correndo para chegar a minha casa em tempo de me ver sem que os seus pais dessem por sua falta. Ela está com a roupa do colégio. Um tênis baixo e pintado. Calça jeans que separa as nádegas. Sutiã apertando os peitos cheios. O cabelo solto. Pescoço magro.
Só a camiseta do colégio, cinza e larga, tenta esconder esses dotes. Lisa é mulher demais pra esse colégio. Se ela fosse esperta, abandonaria os estudos e iria vender beijos em barracas e tirar fotos para revistas. Ficaria mais rica que qualquer professora de literatura.
Ela tenta me agarrar ali, na entrada do meu apartamento. Eu a puxo pra dentro e tranco a porta. Lisa tira a camisa e me pede para comê-la, ali, na hora, com cuidado.
Minha piroca pula pra fora da cueca.
- Calma. Eu não posso ser cuidadoso. – eu alerto-a
- Eu tenho meia hora. Vem, me come.
- Não me basta.
Lisa tem os olhos de decepção. Ela coloca a roupa com vergonha. Eu beijo sua boca e peço paciência. Conto, com palavras secas, que não é fácil pra eu gozar, e que eu quero fazer dela uma cadela selvagem. Lisa agora está assustada.
- A questão é que meus desejos por você vão muito além de meia hora. Preciso de meses. Menstruações. - Lisa não entende e continua inerte – Quero que seja especial.
Combinamos que sábado, ela diria aos pais que dormiria na casa de uma amiga.
Eu já fui carinhoso demais. Sábado ela vai saber o que é lidar com um homem de verdade.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Couro e Tudo
Alessandra tinha sobrenome e cara de russa. Alta, grande e de personalidade forte. Apesar de formada em psicologia, a principal fonte de renda dela era o trabalho como dominatrix. Sempre de roupa de couro ou látex, ela se apresentava em festas, apenas com a boca, a buceta, o cu e os seios de fora. O rosto ficava protegido.
Ela estudara comigo desde a creche até a quarta-série. Foi minha namoradinha de colégio. Puxava minha orelha quando olhava para outras mulheres ou quando me declarava para a verdadeira paixão que tinha na época.
Os tempos mudaram.
Alessandra exausta de espancar juízes, engenheiros e pastores de igrejas, aparece no meu apartamento. Em poucos segundos ela sai do banheiro com suas roupas de trabalho.
- Come meu cu. – ela me pede
O rabo de Alessandra é magro.
Primeiro, eu passo a língua e babo tudo. Mete um dedo. Meto a língua. Meto dois dedos. Coloco dois travesseiros debaixo de sua barriga, abro suas pernas e forço a cabeça do pau pra dentro.
Os dentes dessa dominatrix rasgam meu lençol.
É no momento em que ela acha que eu vou ser cuidadoso, quando ela confia em mim, que eu enfio tudo de uma vez, rasgando. Ela tenta fugir, mas eu a seguro pelo cabelo.
- Você quem pediu. – eu a lembro
Ela concorda com a cabeça. Continuamos.
Alessandra não goza. Ela apenas se dá por satisfeita. Coloca sua roupa “de rua”, me dá dois beijos e vai embora.
domingo, 21 de agosto de 2011
Meu Pau
É difícil me fazer gozar. Muito difícil. Por horas ele permanece rígido e insaciável. Em certos dias, de tão duro, sinto dores. A pressão sobe e se mantém no topo. Meu orgasmo nunca chega e isso só atiça mais. O anuncio de um gozo que não vem.
As mulheres chegam a gozar duas ou três vezes antes de mim. Algumas cansam, antes mesmo que eu termine. Elas ficam muito sensíveis ou machucadas. Cada trepada minha aumenta a necessidade de ser mais violento.
Já tentei mulheres e homens. Num determinado momento, achei que eu fosse viado. Não. Um desastre. Tentei um travesti, mas também não obtive êxito, apesar de interessante.
O sexo se tornou uma espécie de tortura. Eu preciso trepar sempre. Cada dia que passa, a vontade é maior, e, quanto maior a vontade, mais dificuldade eu tenho em gozar. Meu pau permanece duro e insensível. Entrando e saindo. Seco e molhado.
Todo dia seguinte a uma noite de sexo eu sofro do mesmo dilema. Sinto como se meu pau tivesse sido violentado. Vermelho, inchado e dolorido. Para piorar, na maioria das vezes, eu nem gozei.
Esse meu pau virou um fardo. Já tentei asfixia, fio-terra, gel, manteiga quente, violências e tudo mais. Ele permanece imbatível, mais forte que minha resistência, que meu pulmão de fumante e meu coração defeituoso.
Há quem se ofenda, que ache que eu me seguro.
Não.
Se eu pudesse, eu gozava sem dar prazer para as mulheres. Seria como um garoto novo, que com três metidas esporrasse a xoxota toda.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Julie Gosta de Sofrer
Só eu e Julie sobramos. A conta de cervejas já passa de 30. Os cigarros estão terminando. Julie veste uma roupa xadrez, um sapatinho com laço, cabelo vermelho, tudo no esquema, cumprindo seu papel de estilista de pinup. Eu, calça jeans, camisa florida e blazer. O bar está praticamente vazio. Alguns alcoólatras e nós dois.
Conversamos sobre canibalismo e formas de fazer a carne humana. Ela sugere picadinhos na manteiga, com cogumelos, um pouco de vinho tinto, acompanhado de arroz à piamontese. Eu prefiro sal grosso, alecrim ou louro, alho, pimenta e azeite no forno em fogo baixo, tudo isso acompanhado com uma farofa de banana ou purê de batata.
Os cigarros terminam. Julie sugere sairmos pra comprar outros. Eu topo.
De volta ao bar, eles não aceitam abrir novas mesas ou contas. Pedimos umas latas para viagem e sugiro irmos ao meu apartamento. Ela topa.
Sentamos no chão da sala. Eu abro uma gaveta e começo a apertar um baseado. Julie serve a cerveja nos copos sujos que estavam em cima da mesa.
Julie gosta de mulheres, apanhar forte e ser mordida. Eu gosto de pés e infernos. Ela me mostra suas tatuagens. Eu, minhas cicatrizes.
Quando o baseado acaba, eu sugiro um beijo. Ela topa.
Ela beija bem. Eu fico de pau duro. Julie confessa nunca ter apanhado de um homem. Eu topo.
Julie se levanta, solta o vestido e deixa-o cair no chão. Os mamilos são grandes e bem rosados. A barriga é saliente e as pernas gordinhas. Ela tem duas covinhas nas costas. Julie tira os óculos e pergunta se pode gritar enquanto apanha. Eu dou aval e a levo para o quarto.
Eu tiro o cinto da calça e penduro o blazer no cabide. Julie fica de quatro, ainda de calcinha. Eu aperto suas nádegas com força. Ela rebola e pede mais força. Eu encho a mão com sua carne. Dou um tapa fraco, Julie pede mais forte. Dou um mais forte, e mais forte... ouço os pedidos para eu não ter dó. Eu topo.
Minhas mãos ardem. Suas nádegas estão vermelhas e ela lacrimeja. Julie quer mais e mais forte. Eu pego o cinto e a chicoteio. Finalmente ouço um grito. Aquilo me excita e sinto meu pau latejar como se fosse gozar. Eu ponto minha mão entre suas pernas e aperto sua coxa, bem perto da virilha. Isso dói nela, que se vira e deita com a barriga pra cima. Eu entro entre as suas pernas e começo a dar tapas no seu rosto e apertar seus mamilos com violência.
Julie me segura com as pernas em volta do meu torso e tenta se defender dos meus ataques. Eu sou muito mais forte. O rosto dela está vermelho e o choro é alto.
Eu arranco sua calcinha com uma das mãos. Julie me olha com espanto. Sinto sua vagina molhada e quente. Com uma das mãos ajeito o pau. Ela me pede para parar. Tarde demais. Eu estou dentro.
Com todo o meu peso, eu me empurro pra dentro dela. Ela corta minha pele com suas unhas. Eu a abraço e começo a morder seu pescoço e peito. Julie goza enquanto dá o seu mais alto grito. Eu também não me controlo e sinto minhas pernas tremerem. Agora, sou eu quem me desmancho.
Tiro o pau de dentro de Julie e vejo toda a sua sensibilidade. Logo dela, que gosta de violência e carne humana. O choro de Julie é desesperador, como de uma mãe que perdeu o filho.
Eu volto pra sala, abro uma nova cerveja e ouço o choro de Julie ecoar na casa.
Naquela noite, eu e Julie dormimos agarrados.
Conversamos sobre canibalismo e formas de fazer a carne humana. Ela sugere picadinhos na manteiga, com cogumelos, um pouco de vinho tinto, acompanhado de arroz à piamontese. Eu prefiro sal grosso, alecrim ou louro, alho, pimenta e azeite no forno em fogo baixo, tudo isso acompanhado com uma farofa de banana ou purê de batata.
Os cigarros terminam. Julie sugere sairmos pra comprar outros. Eu topo.
De volta ao bar, eles não aceitam abrir novas mesas ou contas. Pedimos umas latas para viagem e sugiro irmos ao meu apartamento. Ela topa.
Sentamos no chão da sala. Eu abro uma gaveta e começo a apertar um baseado. Julie serve a cerveja nos copos sujos que estavam em cima da mesa.
Julie gosta de mulheres, apanhar forte e ser mordida. Eu gosto de pés e infernos. Ela me mostra suas tatuagens. Eu, minhas cicatrizes.
Quando o baseado acaba, eu sugiro um beijo. Ela topa.
Ela beija bem. Eu fico de pau duro. Julie confessa nunca ter apanhado de um homem. Eu topo.
Julie se levanta, solta o vestido e deixa-o cair no chão. Os mamilos são grandes e bem rosados. A barriga é saliente e as pernas gordinhas. Ela tem duas covinhas nas costas. Julie tira os óculos e pergunta se pode gritar enquanto apanha. Eu dou aval e a levo para o quarto.
Eu tiro o cinto da calça e penduro o blazer no cabide. Julie fica de quatro, ainda de calcinha. Eu aperto suas nádegas com força. Ela rebola e pede mais força. Eu encho a mão com sua carne. Dou um tapa fraco, Julie pede mais forte. Dou um mais forte, e mais forte... ouço os pedidos para eu não ter dó. Eu topo.
Minhas mãos ardem. Suas nádegas estão vermelhas e ela lacrimeja. Julie quer mais e mais forte. Eu pego o cinto e a chicoteio. Finalmente ouço um grito. Aquilo me excita e sinto meu pau latejar como se fosse gozar. Eu ponto minha mão entre suas pernas e aperto sua coxa, bem perto da virilha. Isso dói nela, que se vira e deita com a barriga pra cima. Eu entro entre as suas pernas e começo a dar tapas no seu rosto e apertar seus mamilos com violência.
Julie me segura com as pernas em volta do meu torso e tenta se defender dos meus ataques. Eu sou muito mais forte. O rosto dela está vermelho e o choro é alto.
Eu arranco sua calcinha com uma das mãos. Julie me olha com espanto. Sinto sua vagina molhada e quente. Com uma das mãos ajeito o pau. Ela me pede para parar. Tarde demais. Eu estou dentro.
Com todo o meu peso, eu me empurro pra dentro dela. Ela corta minha pele com suas unhas. Eu a abraço e começo a morder seu pescoço e peito. Julie goza enquanto dá o seu mais alto grito. Eu também não me controlo e sinto minhas pernas tremerem. Agora, sou eu quem me desmancho.
Tiro o pau de dentro de Julie e vejo toda a sua sensibilidade. Logo dela, que gosta de violência e carne humana. O choro de Julie é desesperador, como de uma mãe que perdeu o filho.
Eu volto pra sala, abro uma nova cerveja e ouço o choro de Julie ecoar na casa.
Naquela noite, eu e Julie dormimos agarrados.
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