Essas mulheres que bebem sozinhas,
Minhas companheiras de segunda-feira.
A maioria é só infelicidade debruçada em balcão de boteco.
Uma conversa triste,
Umas cervejas,
Porção de azeitona,
Elas adoram cortejos baratos.
Debaixo do viaduto,
Ela de joelho entre baratas e lixos.
Ao fundo, uma rua deserta.
É escuro. Quiçá, seguro.
Pra mim não dá,
Apesar de todo esforça dela.
Fechei o zíper.
Boquiaberta, me perguntou o que foi:
- Não sei, é a primeira vez que me acontece.
Eu consegui um dinheiro. Mulher, família e emprego, eu deixei pra trás. Agora eu trabalho pelo meu fim e fins. Os meios eu completo por aqui.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Deus
Semana passada, tentei a morte.
Pulsos - clássicos - e uma boa dose de bebida.
Rezei para que nada desse errado.
Essa é a prova irrefutável que
Ou deus está morto,
Ou é um
Filho
Da
Puta.
Pulsos - clássicos - e uma boa dose de bebida.
Rezei para que nada desse errado.
Essa é a prova irrefutável que
Ou deus está morto,
Ou é um
Filho
Da
Puta.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Amor
O amor costura botões,
Passa minhas camisas
E lava minhas calças.
O amor corta meus cabelos,
Me enche de perfume
E faz minha barba.
O amor é prêmio de consolação,
Coração que parece completo.
Complica as coisas
e inventa sentidos.
Prefiro a solidão.
Menos trabalho,
Sem flores em vasos,
Completo em vazio.
Passa minhas camisas
E lava minhas calças.
O amor corta meus cabelos,
Me enche de perfume
E faz minha barba.
O amor é prêmio de consolação,
Coração que parece completo.
Complica as coisas
e inventa sentidos.
Prefiro a solidão.
Menos trabalho,
Sem flores em vasos,
Completo em vazio.
domingo, 11 de setembro de 2011
Acordei no Hospital Público
Só quem tomou glicose sabe.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
Eu estava deitado num canto,
No chão,
Nu.
O braço ensangüentado.
Uma visão leitosa.
Tentei levantar.
O corpo me trapaceou.
Uma enfermeira que passava,
Abaixou e veio me tranqüilizar:
- Suas coisas estão guardadas,
Mas vamos ficar com o seu dinheiro.
Ela me roubou dez reais.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ressacas e Securas
O álcool anda fazendo efeito.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
A barriga cresce.
O corpo emagrece.
As olheiras alongam.
Vômitos, dores de cabeça e sede.
Se não fosse a escrita
Eu estaria bêbado
Agora mesmo.
Minha sobriedade -
Ficção de ponta de lápis.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Julie passou aqui em casa
Ela disse que a casa cheirava a mulher.
Acusou-me de ser promíscuo -
Como se ela não fosse.
Eu tentei agarrá-la.
Trocamos um beijo,
Mas era tarde demais:
Ela se apaixonou por mim.
Ela se decepcionou comigo.
Julie saiu chorando,
Bateu a porta e
Ponto
Final.
Acusou-me de ser promíscuo -
Como se ela não fosse.
Eu tentei agarrá-la.
Trocamos um beijo,
Mas era tarde demais:
Ela se apaixonou por mim.
Ela se decepcionou comigo.
Julie saiu chorando,
Bateu a porta e
Ponto
Final.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Um Nome de Santa
Ela é carente.
Carente pra caralho, por sinal.
Casamento de merda, infeliz com a profissão... por aí vai.
Umas garrafas de vinho potencializaram
O que o corpo magro
E o cabelo volumoso
Tentam esconder.
Bastou estar dentro,
Preencher o vazio.
Carne, suor, pele e gozo.
A santa é oca por opção
E não quer estar completa.
Ela só quer viver alguns milagres.
“Vós, que na terra fostes o amparo dos pobres,
Pede ajuda ao desvalido
E socorro ao endiabrado.
Desfrutais do eterno prêmio
da caridade que te faço.”
Santa Edwiges, gozai por nós.
Carente pra caralho, por sinal.
Casamento de merda, infeliz com a profissão... por aí vai.
Umas garrafas de vinho potencializaram
O que o corpo magro
E o cabelo volumoso
Tentam esconder.
Bastou estar dentro,
Preencher o vazio.
Carne, suor, pele e gozo.
A santa é oca por opção
E não quer estar completa.
Ela só quer viver alguns milagres.
“Vós, que na terra fostes o amparo dos pobres,
Pede ajuda ao desvalido
E socorro ao endiabrado.
Desfrutais do eterno prêmio
da caridade que te faço.”
Santa Edwiges, gozai por nós.
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